As fontes

Duas fontes primárias sustentam praticamente tudo que publicamos. Nenhuma delas é intermediada por agregador ou plataforma comercial.

FonteO que forneceAtualização
Portal de Dados Abertos da CVMInformes mensais e trimestrais de fundos imobiliáriosSemanal
Banco Central, séries SGSSelic, IPCA, CDI, câmbioConforme divulgação oficial

Os arquivos da CVM vêm do conjunto FII: Documentos: Informe Mensal Estruturado, que reúne o que cada fundo é obrigado a entregar ao regulador todo mês.

Como os dados são tratados

Entre o arquivo bruto e o número que aparece no texto existem quatro passos, e cada um descarta alguma coisa. Vale saber quais.

Versões. Quando um fundo reapresenta um informe, a CVM mantém as duas entregas no arquivo. Usamos sempre a versão mais alta para cada par de CNPJ e competência, para não publicar um número que o próprio fundo já corrigiu.

Campos vazios. Campo em branco não vira zero. Ele fica de fora do cálculo, e a contagem de quantos entraram é declarada no texto. Tratar ausência como zero derrubaria qualquer mediana.

Faixa de sanidade. Existem fundos com patrimônio líquido negativo, e eles aparecem com valor patrimonial por cota e rendimento negativos. É dado correto, não erro de leitura, mas distorce agregações. Quando aplicamos um corte de faixa, ele é informado.

Mediana em vez de média. Distribuições de patrimônio e rendimento no mercado de FII são muito assimétricas. A média sugere um mercado de gigantes; a mediana mostra o fundo típico. Preferimos a mediana e sempre dizemos qual foi usada.

O que estas fontes não cobrem

Ser explícito sobre os limites é mais útil que fingir cobertura total.

  • Cotação de mercado. O informe mensal não traz preço. Portanto P/VP não sai desta fonte: o informe entrega o valor patrimonial por cota, que é outra coisa.
  • Vacância. Vive no informe trimestral, com periodicidade e escopo diferentes do mensal.
  • Ticker de negociação. O informe é organizado por CNPJ e traz o código ISIN, nunca o código de pregão.
  • Tempo real. O informe de um mês é consolidado ao longo do mês seguinte. Sempre há defasagem, e ela é declarada no cabeçalho de cada post.

A competência de cada post

Todo post abre com um cabeçalho de três células: competência, fonte e data de coleta. Competência é o mês a que os dados se referem. Coleta é quando buscamos o arquivo. As duas datas são diferentes de propósito, e a distância entre elas é a defasagem da fonte.

Post publicado é artefato estático. Um rendimento correto em julho pode estar defasado em dezembro. O carimbo existe para que o texto se explique sozinho a qualquer momento.

Autoria e produção

O conteúdo é assinado pela marca, não por uma pessoa. Foi uma decisão deliberada: preferimos não exibir credencial que não possamos sustentar.

A produção usa inteligência artificial para apuração, redação e formatação, sob uma regra rígida: nenhum número vem da memória do modelo. Todo valor é buscado na fonte no momento da escrita e registrado com a URL de origem. O sistema bloqueia a publicação de qualquer texto que cite um número sem fonte registrada.

Isso não elimina erro. Elimina uma classe específica de erro, que é a mais perigosa em conteúdo financeiro: o número plausível e inventado.

Limites editoriais

Publicamos dado e explicamos mecânica. Não indicamos ativo.

Não existe aqui recomendação de compra ou venda, preço-alvo, projeção de rendimento futuro nem ranking por atratividade. Comparação factual entre segmentos, com critério declarado, é reportagem. Ranking por atratividade seria recomendação, e recomendação de valor mobiliário é atividade regulada.

Nada nesta publicação constitui recomendação de investimento ou relatório de análise.

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